16 de mai de 2013

A fibrose cística

A fibrose cística é uma doença hereditária caracterizada por abundante secreção de muco nas vias aéreas bloqueando a passagem do ar para os pulmões.
Essa doença genética está relacionada com a ausência de uma proteína normal nas membranas celulares, responsável pelo transporte do íon cloro. Com isso, ocorrem alterações na concentração desse íon fora e dentro da célula, determinando modificações no metabolismo celular. Essas modificações causam a fibrose cística.

Temperando saladas

Você já deve ter temperado saladas para sua alimentação usando basicamente vinagre ou limão, sal e azeite.
Por experiência própria, você já deve ter observado que, algum tempo depois de terem sido temperadas, as verduras murcham.
Isso acontece porque, ao temperarmos a salada, estamos submetendo as células das verduras a um meio hipertônico, o que faz com que as células dos componentes da salada percam, por osmose, água para o meio e murchem.

Harmonia e respeito entre seres humanos e natureza: uma questão de vida

A história da civilização humana, de sua sobrevivência e evolução ao longo dos séculos, está repleta de períodos de grandes desafios e dilemas que o ser humano teve que enfrentar e superar.
O surgimento e o desenvolvimento da agricultura, desde os primórdios da civilização até o presente, foram as principais formas que o ser humano encontrou para interagir com a natureza e dela tirar proveito, visando atender suas necessidades alimentares básicas e imediatas e ampliar suas conquistas e seu poderio. Obviamente, a interação do ser humano com a natureza, desde os nômades até os povos territorialmente bem-estabelecidos, nunca foi, salvo raríssimas excessões, pacífica e harmoniosa.
A modificação da paisagem, como aparecimento e o crescimento das cidades e da agricultura e consequente degradação dos recursos naturais originalmente eleitos como critérios decisivos para o seu estabelecimento, faz parte da sua contraditória racionalidade. De certa forma, até muito recentemente, o ser humano sempre viu a natureza e principalmente os seus recursos como dádiva infinita e permanente, cabendo-lhe somente, como seu filho privilegiado, dela tirar o máximo proveito, usufruir de todas as suas benesses sem nada ter que pagar ou mesmo retribuir.
Nestas circunstâncias, é impossível falar e acreditar em equilíbrio entre ser humano e natureza ou conciliar a convivência daquilo que entendemos por ambiente como patrimônio inalienável desta e das futuras gerações. A esta altura, surge a pergunta: se sempre assim e nós chegamos até aqui, por que é que devemos nos preocupar com o futuro? O que há de novo no cenário? Vale refletir sobre isso.
É importante lembrar que, no século passado, o ser humano acumulou uma quantidade quase inestimável de conhecimentos e tecnologias, que dão a ele um imenso poder tanto de construção como de destruição jamais visto antes.
Se temos tanto progresso científico-tecnológico acumulado e assistimos à queda de muros e barreiras entre países e povos, com busca aparente de paz, maior entendimento e colaboração em nível global, o que mais devemos temer ou prever de catastrófico ou ameaçador na face da Terra?
Seria perfeito e estaríamos no paraíso se pudéssemos afirmar que não há mais motivos para preocupações e que as ameaças desapareceram. Talvez, por isso mesmo, como um novo paradigma à nossa existência e progresso, a civilização humana terá que transformar o seu modus vivendi e buscar de forma incessante a harmonia e o respeito não somente entre os seres humanos, mas também, de agora em diante, e mais do que nunca, entre os seres humanos e a natureza.

*Sílvio Crestana
In: Elisabete Gabriela Castellano.
Desenvolvimento sustentado: problemas e estratégias.

A origem do vírus

À primeira vista, poderíamos imaginar que os vírus, sendo formas tão simples de vida, teriam sido os primeiros seres a surgirem na Terra. Entretanto, se considerarmos que as manifestações vitais dos vírus são totalmente dependentes de uma célula, a qual invadem e passam a controlar em seu próprio benefício, fica difícil supor que os vírus teriam surgido antes das células hospedeiras.
Uma das hipóteses sobre a origem dos vírus propõe que seu material genético seja derivado de pequenos fragmentos do material genético de células, e que esses fragmentos mantiveram algum tipo de existência autônoma dentro da célula. Por seleção natural, esses fragmentos evoluíram para um tipo totalmente diferente de elemento genético: os vírus.
Os vírus são menores que as bactérias, as quais, por sua vez, são menores que as células eucarióticas.

7 de mai de 2013

Tempo de esperas - o itinerário de um florescer humano

Levei tempo para ter coragem de dizer o que agora lhe direi. Eu preciso de Deus. Se para Ele não me volto, corro o risco de me desprender de minha possibilidade de ser feliz. É Nele que meu sentido está todo contido. Ele é guardião de todas as minhas possibilidades ontológicas. Tudo o que eu ainda posso ser, Nele está escondido. Descubro maravilhado. Mas no finito que me envolve, posso descobrir o desafio de antecipar no tempo, o que Nele já está realizado.
Então intuo. Deus me dá aos poucos, em partes, dia a dia, em fragmentos. Eu Dele me recebo, assim como o girassol se recebe do Sol, porque não pode sobreviver sem sua luz. A flor condensa, ainda que de forma limitada, porque é criatura, o todo de sua natureza que o sol potencializa. O mesmo é comigo. O mesmo é com você. Deus é nosso sol, e nós não poderíamos chegar a ser quem somos, em essência, se Nele não pusermos a direção dos nossos olhos.
Cada vez que o nosso olhar se desvia de sua regência, incorremos o risco de fazer ser o nosso Sol o que na verdade não passa de luz artificial. Substituição desastrosa que chamamos de idolatria. Uma força finita colocada no lugar de Deus.
 
*Pe. Fábio de Melo

30 de abr de 2013

Tempo de esperas - o itinerário de um florescer humano

Fico pensando que pessoas são como avencas. Morrem se estiverem no lugar errado.. Cada uma tem o seu local de identificação, e isso deve ser respeitado. Infelicidade talvez seja isso: ficar no lugar errado e sentir que o erro está nos matando aos poucos. Já vi pessoas certas nos lugares errados. A inadequação é uma forma de morrer antes do tempo.
 
*Pe. Fábio de Melo

Tempo de esperas - o itinerário de um florescer humano

Amores desfeitos são como resfriados. Num primeiro momento são agudos, doídos. Ficamos prostrados, indispostos. Mas é só uma questão de paciência. Afetos também carecem de repouso. Precisamos deixar que o movimento natural da vida venha inflar novos ares dentro de nós. O tempo se empenha de ajeitar as coisas em seu lugar. Pode acreditar. Esse momento doloroso vai passar.
 
*Pe. Fábio de Melo

15 de abr de 2013

O divórcio

O divórcio é uma lei humana que tem por fim separar legalmente o que está separado de fato; não é contrária à lei de Deus, uma vez que não reforma senão o que os homens fizeram, e não é aplicável senão nos casos em que não se levou em conta a lei divina; se fosse contrária a esta lei, a própria Igreja seria forçada a considerar prevaricadores aqueles dos seus chefes que, pela sua própria autoridade, e em nome da religião, em mais de uma circunstância, impuseram o divórcio; dupla prevaricação então, uma vez que seria só em vista de interesses temporais, e não para satisfazer a lei do amor.
Mas Jesus, ele mesmo, não consagrou a indissolubilidade absoluta do matrimônio. Não disse: "É por causa da dureza de vossos corações que Moisés vos permitiu devolver vossas mulheres?" O que significa que, desde o tempo de Moisés, a afeição mútua não sendo o objetivo único do casamento, a separação podia tornar-se necessária. Mas acrescenta: 'isso não foi desde o princípio"; quer dizer que na origem da Humanidade, quando os homens não estavam ainda pervertidos pelo egoísmo e pelo orgulho, e viviam segundo a lei de Deus, as uniões fundadas pela simpatia, e não sobre a vaidade ou a ambição, não davam lugar ao repúdio.
Vai mais longe e especifica o caso em que o repúdio pode ter lugar: o de adultério; ora, o adultério não existe onde reina uma afeição recíproca sincera. Proíbe, é verdade, a todo homem de esposar a mulher repudiada, mas é preciso ter em conta os costumes e o caráter dos homens do seu tempo. A lei mosaica, nesse caso, prescrevia a lapidação; querendo abolir um uso barbáro, seria preciso entretanto uma penalidade, e a achou na ignomínia que devia imprimir a interdição de um segundo matrimôno. era de alguma sorte uma lei civil substituindo outra lei civil, mas que, como todas as leis dessa natureza, devia sofrer a prova do tempo.

12 de abr de 2013

O homem de bem

O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei da justiça, de amor e de caridade em sua maior pureza. Se interroga a consciência sobre seus próprios atos, pergunta a si mesmo se não violou essa lei; se não fez o mal e se fez todo o bem que podia; se negligenciou voluntariamente uma ocasião de ser útil; se ninguém tem o que reclamar dele; enfim, se fez a outrem tudo o que quereria que se fizesse para com ele.
Tem fé em Deus, em sa bondade, em sua justiça, e em sua sabedoria; sabe que nada ocorre sem sua permissão e se submete, em todas as coisas, à sua vontade.
Tem fé no futuro; por isso, coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.
O homem, possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperança de recompensa, retribui o mal com bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seu interesse à justiça.
E encontra satisfação nos benefícios que derrama, nos serviços que presta, nos felizes que faz, nas lágrimas que seca, nas consolações que dá aos aflitos. Seu primeiro movimento é de pensar nos outros antes de pensar em si, de procurar o interesse dos outros antes do seu próprio. O egoísta, ao contrário, calcula os lucros e as perdas de toda ação generosa.
Ele é bom, humano e benevolente para com todos, sem preferência de raças nem de crenças, porque vê irmãos em todos os homens.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema àqueles que não pensam como ele.
Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia; diz a si mesmo que aquele que leva prejuízo a outrem por palavras malévolas, que fere a suscetibilidade de alguém por seu orgulho e seu desdém, que não recua à ideia de causar uma inquietação, uma contrariedade, ainda que leve, quando pode evitá-lo, falta ao dever de amor ao próximo, e não merece a clemência do Senhor.
Não tem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios; porque sabe que lhe será perdoado.
É indulgente para com as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: aquele que está sem pecado lhe atire a primeira pedra.
Não se compraz em procurar os defeitos alheios, Nem em colocá-los em evidência. Se a necessidade a isso o obriga, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.
Estudas as suas próprias imperfeições e trabalha, sem cessar, em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a poder dizer a si mesmo no dia de amanhã, que há nele alguma coisa de melhor do que na véspera.
Não procura fazer valorizar nem seu espírito, nem seus talentos às expenas de outrem; aproveita, ao contrário, todas as ocasiões para ressaltar as vantagens dos outros.
Não se envaidece nem com a fortuna, nem com as vantagens pessoais, porque sabe que tudo o que lhe foi dado, pode lhe ser retirado.
Usa, mas não abusa, dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito do qual deverá prestar contas, e que o emprego, o mais prejudicial para si mesmo, é de fazê-los servir à satisfação de suas paixões.
Se a ordem social colocou homens sob a sua dependência, ele os trata com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa de sua autoridade para erguer-lhes o moral e não para os esmagar com o seu orgulho; evita tudo o que poderia tornar a sua posição subalterna mais penosa.
O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo em cumpri-los conscienciosamente.
O homem de bem, enfim, respeita em seus semelhantes todos os direitos dados pelas leis da Natureza, como gostaria que os seus fossem respeitados.
Esta não é a enumeração de todas as qualidades que distinguem o homem de bem, mas todo aquele que se esforce para possuí-las, está no caminho que conduz a todas as outras.

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